jul 7

Oi Pessoal!

Hoje eu nem vou escrever o tudo “certin” por estar com uma enxaqueca daquelas, mas, eu precisava vir aqui escrever sobre isso, eu precisava escrever  alguma coisa sobre Michael Jackson, estou pensando nisso desde o dia que soube da notícia da morte dele, mesmo com tantos noticiários e bombardeios televisivos sobre ele eu me neguei a ver, mas sabe de uma coisa, eu ainda não havia acreditado… Quase tudo na vida eu tenho essa reação, prefiro não acreditar até ter certeza, algumas pessoas tem o pé atrás, eu acho que eu tenho os dois e o corpo todo junto.

Hoje na hora que vi o funeral dele, sendo reprisado pela Record News, com tantas homenagens músicas que marcaram a minha infância aí sim eu me permiti chorar, chorei muito, aquele choro sentido, senti saudade de cada lançamento de um novo clipe dele que na minha infância eu achava chocante.

Aliás, assumo, tive medo de Thriller, pois ainda era muito pequena e aprendi a apreciar o estilo, a dança, o jeito inovador de Michael Jackson. Porém, mais fã do que eu era minha mãe (olha eu falando dela aqui de novo… ela realmente está muito presente) Ela era fã e me contava sempre toda a trajetória de vida dele e eu nunca cansei de ouvir… “Minha filha! Nós temos a mesma idade e eu vi o Michael crescer junto comigo!” Aliás, ela tinha um orgulho enorme dele por ter a mesma idade dela… Legal né?

Eu vi o Clipe “Back or White” estreiar no fantástico e tomei um susto quando no final os rostos se fundiam e mudavam como num passe de mágica! Uau! Michael realmente era demais! E ele em Salvador? Arraso Total, né? Que orgulho de ser brasileira eu sentia quando ele estava gravando com o Olodum, queria estar lá, queria ver ele de pertinho, tocar nele… ele era real?!

Me emocinei quando na escola de Música Dimen-Som eu vi os bastidores do “We are the World” e em saber que o MJ escreveu, fez a melodia, tudo, CARACA que Gênio! Em ver que a Cindy Lauper teve que tirar os colares que usava,  para não fazerem barulho durante a gravação do áudio, eu pensei, quanto detalhismo para uma música… no final, babei, que SHOW!!! Música PERFEITA! TUDO PERFEITO! Chorei! Aliás, eu sou chorona, vão se acostumando com isso…

A cada nova história de Michael Jackson o mundo acompanhava e eu não perdia nada, nunca acreditei na pedofilia e sim na ambição daquela família que o processou…

Mas algo nele sempre me fez pensar uma coisa, como as vezes a gente é feliz com tão pouco, concordam comigo? Eu sou feliz quando tenho tempo para sentar no sol, é tão simples mas eu sou feliz com isso, enquanto ele que tinha tudo, poderia comprar tudo também, não me parecia feliz, buscava uma felicidade intrínseca, destruída por espancamentos, agressões e por uma falta de amor que ninguém, nem nada, merece. Michael era a solidão em pessoa, um ser que buscava a felicidade em crianças, em plásticas, em tons de peles, num incessante consumismo desnecessário… tentou comprar a felicidade! Ele precisava apenas de amor, não de dinheiro, precisava de colo, de alguém que realmente o amasse como ele era, isso faltou para ele alcançar a felicidade, mas nós fãs o amavamos e estavamos felizes pela sua volta aos palcos… Eu estava feliz com a volta dele e ansiosa também.

Engraçado como sempre achamos que as pessoas que passam na TV são nossas amigas íntimas, eu me sentia íntima dele (fã tem esse direito), pelo menos eu acredito que tem.

Mas hoje, hoje eu senti, tudo que escrevi passou como um filme em minha cabeça e nessa hora eu cai na real, tive enxaqueca, meu coração apertou e lágrimas rolaram sem que eu pudesse controlar… Michael Jackson fará muita falta, mas, pra todos que amam música e arte ele será eterno, pra mim ele é eterno.

Obrigada meu Deus por ter me permitido assistir e ser fã de Michael Jackson!

Beijão à todos!

xauuuuu :’(

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