18 de agosto de 2017

E aí pessoal, vamos falar de “A vida é Bela” hoje?

Mas antes… Comentem aqui embaixo o que vocês acharam da indicação da semana passada… Gostaram de “Chamada de Emergência”?

No último fim de semana fiquei pensando que para esta indicação deveríamos pegar o gancho do último domingo (Dia dos Pais) para falar de uma história muito bonita de pai e filho. “A vida é bela” (“La vita è bella”, no original), de 1997, conta a história do divertidíssimo italiano chamado Guido. Ambientado na Segunda Guerra Mundial, vemos Guido como uma pessoa engraçada, de coração bom e alma leve. Aquele tipo de pessoa que admiramos porque parece que está sempre alegre, sabe?

Infelizmente, por ser filho de judeus, logo ele é mandado para um campo de concentração e acompanhamos não só sua ida ao campo, como também a de sua mulher e de seu filho. Por um golpe de sorte, apesar de marido e mulher serem separados, Guido consegue ficar com seu filho por perto e o mantém escondido em seu alojamento (quase) sem desconfiança nenhuma por parte dos nazistas. E é aí que começamos a nos derreter de emoção.

Não só acompanhamos as situações horríveis que os prisioneiros enfrentam, como também vemos esse pai, dia após dia, chegando em seu dormitório e brincando com seu filho depois de horasss de trabalho forçado e mal trato. O esforço de Guido é por criar uma realidade alternativa para seu filho. Nesta realidade, não existe nazismo, não existe guerra, não existem prisioneiros e nem sofrimento. O que Guido diz a seu filho é que tudo o que está acontecendo ao seu redor é parte de um jogo e que, para ganhar, será necessário se esforçar muito, muito, muito para seguir as regras direitinho.

É claro que o pai cria tais regras de maneira que mantenha o filho em proteção, fora de confusão e sem testemunhar os horrores do campo de concentração. Até uma cena tensa se transforma em parte do jogo. Tudo isso com um objetivo único: manter seu filho em proteção (leia-se vivo) sem precisar traumatizá-lo com tudo que acontece ao seu redor.

Você vai ter que assistir para saber o final!

Como sempre, vou parando por aqui para evitar spoilers, mas não deixem de assistir esse filme. De verdade! Essa é uma dica de ouro. Para mim, ele tem a medida certa do agridoce, sem ser exageradamente triste ou exageradamente engraçado (dada a lamentável situação em que é ambientado). A atuação do Roberto Benigni está impecável!

Para dizer o mínimo, é uma história que vai te emocionar do início ao fim, retratando um lindo lado da paternidade. Em uma das piores situações imagináveis, um pai tira forças sabe-se lá de onde para colorir o mundo cinza dos anos de guerra em um mundo divertido para que seu filho não seja obrigado a encarar a realidade que nenhum ser humano deveria encarar.

Espero muito que gostem dessa indicação, porque é daquelas especiais. Depois comentem aqui o que vocês acharam!  :wink:

Beijos